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25 de Fevereiro de 2020

Airbit Club, a pirâmide oculta

Sem pagar seus investidores há quase 2 anos, Airbit Club ainda permanece no anonimato e incapaz de ser localizada pela Justiça.

Enquanto isso, seus membros ainda promovem eventos empresariais para captar novos investidores, conforme ocorreu nos últimos dias 26, 27 e 28 de novembro de 2019 em São Paulo.

Desde setembro de 2018 o Ministério Público de São Paulo vem investigando a fraude financeira praticada pela empresa, que diga-se, se demonstra a maior e mais devastadora da histórias de pirâmides financeiras que assolaram os lares dos brasileiros.

Não se trata de uma empresa criada por brasileiros, mas um arquitetado plano de ocultação de patrimônio e movimentações bancárias que não deixou nenhum lastro para que pudessem ser encontrados.

Com uma membresia de 2,5 milhões de afiliados em todo o mundo, a empresa Airbit Club, que não possui registro em nenhum país, tão pouco contas bancárias próprias, já movimenta casa de trilhões de dólares sem que ninguem possa detê-los.

Comissões de Valores Mobiliarios em diversos países proibem a atividade da Airbit Club, que não passa de um nome, mas que utiliza a figura jurídica de Truste Company.

Diga-se ainda, que seu anonimato vem desde o registro de seu domínio airbitclub.com , o qual sob as leis americanas de proteção de dados, impede que sejam divulgados os dados de sua titularidade.

A empresa afirma que sua sede atualmente se encontra no Panamá, mas os papers do governo não o localizam. Não se sabe quem são os sócios, qual seu capital investido, é apenas um negócio que gira sobre o nome fantasia Airbit Club e tão somente isso.

A triste realidade de seus investidores brasileiros é que estão vivendo de promessas de uma nova plataforma, de um novo conceito que está por vir, de forma a ludibriar os líderes a continuarem a trazer novos membros.

Por trás dos bastidores, ainda são constrangidos à não denunciarem sob pena de não conseguirem reaver seus investimentos, impedidos de procurar a Justiça ou mesmo um advogado.

Como advogado, já estive diante de diversos investidores da Airbit Club que não conseguem reaver seus investimentos, que se sentem constrangidos à se renunciar e ficarem calados, com receio de não conseguirem resgatar seu capital.

Não serão tímidos abaixo assinados na internet que vão mudar esse quadro, mas sim, atitude de denunciar os crimes praticados pela empresa Airbit Club e investigar aonde for preciso para encontrar esta empresa.

O fato é que até o momento, nunca se teve notícia que alguém conseguiu encontrar um culpado que possa pagar a conta da Airbit Club. No máximo, se soube que algum líder, que movimentou altos valores em sua conta, tiverem suas contas bloqueadas para prestar contas com o Fisco.

Culpar os líderes? Entendo que não. Líderes são apenas vendedores, movidos por comissões do marketing multinivel.

Em outros países, receber comissão de vendas é natural, todavia, estar comprometido com o propósito vil de uma piramide financeira é onde reside o erro e deve ser punido como ato ilícito.

O escritório Hermida Maia, especializado em Startups e Direito Digital, vem atuando em recuperação de ativos financeiros há vários anos em diversos Tribunais Brasileiros.

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Dr. Adriano Hermida Maia (adrianohermida.jusbrasil.com.br)

Advogado e Sócio da Hermida Maia. Pós-Graduado em Processo Civil, Direito do Trabalho e Processo do Trabalho, MBA em Contabilidade & Direito Tributário com ênfase em risco fiscal.

​Atendimento Online: m.me/hermidamaiaadv

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